Delegado de Rondônia revela ao UOL sobre caso do homem que usou drone para vigiar ex-mulher em Vilhena
O assunto repercutido nesta segunda-feira sobre o homem preso em Rondônia pela acusação de usar um drone e praticar invasão virtual de domicílio, e descumprir medida protetiva imposta após a ex-mulher, de 31 anos, denunciar ameaça e violência psicológica ganhou destaque nos principais jornais do país.
A notícia do agressor que usou um drone para monitorar o endereço sigiloso de um abrigo para vítimas de violência sob graves ameaças, é um exemplo chocante da escalada da violência e do uso indevido da tecnologia para perpetuar a perseguição.
Ontem, o UOL publicou uma reportagem revelando que a ex-mulher se encontrava no abrigo municipal sigiloso, e que o acusado vigiava os passos dela dentro do local pilotando o drone do lado de fora. Essa é uma situação extremamente grave e perturbadora, que ressalta os riscos contínuos e a escalada da violência contra a mulher, mesmo com a concessão de medidas protetivas e o acolhimento em abrigos sigilosos.
O caso do homem, que descobriu e monitorou o abrigo municipal com um drone, ilustra a sofisticação e a persistência dos agressores, levantando questões importantes sobre a eficácia das medidas protetivas frente segurança e sigilo da vítima, uso de tecnologia pelos agressores, incluindo a vigilância digital.
De acordo com declarações do delegado Mayckon Douglas Pereira na reportagem do UOL, a rápida ação dos funcionários do abrigo ao notar o drone e denunciar o fato foi fundamental para a prisão do suspeito, e para evitar um mal maior.
O sigilo do endereço de um abrigo é a principal ferramenta de proteção para mulheres que estão em risco iminente de feminicídio. E como ele descobriu o endereço, que é sigiloso, é o foco principal no momento, da investigação da Polícia Civil de Vilhena, conforme disse o delegado à publicação:
O monitoramento com um drone configura um ato de perseguição (Stalking, tipificado no Código Penal brasileiro), além do descumprimento da medida protetiva.
Fonte: Correio Central
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