Uma operação conjunta envolvendo o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPA), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Polícia Federal resultou na prisão de dois homens e na apreensão de armas de fogo, munições e petrechos de pesca proibidos na região do Vale do Guaporé, neste sábado (04).
A ação foi desencadeada após denúncia formal indicando a presença de um grupo de pessoas nas proximidades da Reserva de Fauna Pau D’Óleo, em área conhecida como Baía Rica, na foz do Rio Branco. Segundo as informações, os suspeitos estariam no local desde o dia 02 de abril com o objetivo de praticar caça ilegal de búfalos em unidades de conservação ambiental, incluindo a RESEX Pedra Negra e a REBIO Guaporé.
Durante fiscalização realizada por volta das 11h, as equipes abordaram uma embarcação de grande porte que servia como base de apoio ao grupo. No local, foram encontrados diversos ocupantes, que alegaram estar na região para atividades recreativas, como pesca e lazer.
No entanto, durante a vistoria, os agentes localizaram armamentos e munições de diferentes calibres, incluindo um rifle calibre .22, dois revólveres calibre .38 municiados, além de munições adicionais dos calibres .38, .22 e 9 mm. Também foi apreendida uma carabina de pressão.
Além das armas, foram encontradas 11 redes de pesca do tipo malhadeira, algumas com grandes dimensões, consideradas de uso proibido em determinadas situações, o que configura infração ambiental.
Ao longo da ocorrência, outro integrante do grupo foi identificado como proprietário de uma das armas de fogo. Segundo os agentes, houve tentativa de ocultação e atribuição de responsabilidade entre os envolvidos.
Diante dos fatos, dois suspeitos receberam voz de prisão por posse irregular de arma de fogo e por infrações ambientais relacionadas ao uso de petrechos proibidos para pesca.
Todo o material apreendido, juntamente com os detidos, foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de São Francisco do Guaporé, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.
Além das prisões, foram lavrados autos de infração ambiental e realizado termo de apreensão dos materiais utilizados.
As autoridades reforçam que a região é área de proteção ambiental e que ações ilegais, como caça e pesca predatória, serão rigorosamente combatidas por meio de operações integradas.
Da redação
Fonte: Rota Comando











































































































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