
O avanço do agronegócio e da pecuária na região do Vale do Guaporé, em Rondônia, tem gerado um impacto direto na infraestrutura da BR-429, que já apresenta sinais de saturação diante do aumento expressivo no fluxo de veículos pesados.
Municípios como Alvorada do Oeste, São Miguel do Guaporé, Seringueiras, São Francisco do Guaporé, além do distrito de São Domingos e Costa Marques, vêm registrando crescimento significativo na produção agrícola e pecuária nos últimos anos. Esse desenvolvimento intensificou o transporte de cargas, especialmente de gado e soja, elevando o número de carretas, incluindo bitrens, que circulam diariamente pela rodovia.
Desde 2019 até 2026, a BR-429 tem suportado esse aumento de demanda, porém de forma limitada, devido às condições precárias da via. O escoamento da produção, principalmente em direção ao porto no Rio Madeira, em Porto Velho, tem contribuído para o desgaste acelerado da rodovia.
Usuários relatam prejuízos constantes, com veículos danificados em razão de buracos, irregularidades e falta de manutenção adequada. A rodovia, segundo relatos, não foi projetada para suportar o atual volume de tráfego pesado.
A responsabilidade pela conservação da BR-429 é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que, junto às empresas contratadas, enfrenta dificuldades para manter a via em condições satisfatórias. As ações de manutenção, muitas vezes paliativas, como operações tapa-buracos, já não são suficientes diante do crescimento contínuo do fluxo de cargas.

Com a tendência de expansão do agronegócio na região, a expectativa é de que o tráfego aumente ainda mais nos próximos anos, o que pode agravar a situação da rodovia, tornando urgente a necessidade de investimentos estruturais e melhorias significativas na BR-429.
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