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07/03/2018 15:04 h

Homem morre eletrocutado e ainda tem pertences roubados na Central do Brasil

Homem morre eletrocutado e ainda tem pertences roubados na Central do Brasil

Em vídeo, grade ao lado do poste solta faíscas; falta de documentos, segundo namorada, estaria dificultando a liberação no Instituto Médico Legal (IML).

m homem morreu eletrocutado na Central do Brasil, Centro do Rio, após encostar em um poste na madrugada desta terça-feira (6). O detalhe é que, enquanto a confusão se formava em torno do corpo caído ao chão, ainda vivo, a carteira com documentos e o celular da vítima foram roubados.

O músico Davi Lannes, de 37 anos, foi socorrido pelos bombeiros e levado para o hospital Souza Aguiar, também no centro, mas não resistiu. Por causa do roubo, a namorada dele, Carla Oliveira, de 35 anos, estava tendo muitas dificuldades para liberar o corpo, que está no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio.

Davi voltava a pé de um show na Lapa, junto com a namorada. A dupla pegaria um ônibus na Central e voltaria pra casa, no bairro de Paciência. Quando passaram por uma calçada que fica em frente a um quartel da Guarda Municipal, o músico esbarrou em um poste e caiu desacordado no chão.

“Ele foi mais uma vítima do descaso da prefeitura, da empresa responsável pela manutenção desse poste. Até agora, ninguém me procurou. Quando ele caiu eu pedi socorro e apareceram algumas pessoas que eu achava que estavam ajudando. Mas num ato de desumanidade, eles assaltaram o Davi. Levaram sem pudor, sem dó. Foi uma perda irreparável para família e para os amigos que tanto o amavam. Vamos dar entrada num processo contra a prefeitura e empresa de energia responsável pela manutenção da rede. Isso não pode ficar impune”, disse a namorada Carla.

Faíscas em grade

De acordo com a namorada, taxistas que estavam lá filmaram faíscas saindo de uma grade ao lado do poste e disseram que não é a primeira vez que isso acontece.

Segundo testemunhas, há cerca de uma semana outra pessoa morreu no mesmo lugar. Por volta das 13h desta quarta-feira (7), técnicos da Rio Luz chegaram ao local.

A produtora cultural Márcia Regina Santos é amiga de Davi e trabalhou com ele no bloco AfroReggae. Ela comentou a indignação pela morte do baixista.

“O Davi era um baixista, superprofissional, um cara alegre, inteligente e muito criativo. Amava o que fazia, o baixo, as viagens. A forma como aconteceu isso, todos nós, do bloco AfroReggae, estamos chocados. Principalmente pelo furto, porque não estamos conseguindo dar um enterro digno pra ele. A falta de humanidade de uma pessoa ver um ser humano caído, precisando de ajuda, e roubarem seus pertences. Tinha o cachê daquela noite, pulseira, instrumento musical. Fica aqui a nossa indignação e desejo de justiça”, contou.


Fonte: da Redação


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