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09/07/2018 08:31 h

Urgente - Alvorada do Oeste - 23 pessoas são presas em flagrante por organização criminosa, corrupçã

Urgente - Alvorada do Oeste - 23 pessoas são presas em flagrante por organização criminosa, corrupçã

Vinte e três pessoas foram presas após invadirem uma fazenda na BR 429, em Alvorada do Oeste, Região Central de Rondônia. De acordo com Polícia Militar (PM), na tarde de ontem (07) um grupo precursor fortemente armado rendeu o gerente da fazenda Vale Verde e sua esposa. O grupo teria ainda amarrado funcionários e os ameaçados de morte apontando armas para suas cabeças durante horas.

Os invasores foram identificados como integrantes da Liga dos Camponeses Pobres – LCP, de acordo com diversas bandeiras vermelhas com as iniciais espalhadas no local. Este movimento tem se caracterizado pela violência nas suas ações, situações em que destroem as propriedades ateando fogo nas casas, cortando cercas e até matando animais.

De acordo com o Comandante do 11º Batalhão, Capitão Pazinatto que também coordenou a Operação Policial, cerca de 50 Policiais Civis e Militares, com apoio do Núcleo de Operações Aéreas – NOA, participaram da operação. Ainda de acordo com Pazinatto, serão mantidas equipes permanentes realizando patrulhamento no local. “Ao tomarmos conhecimento do ocorrido montamos a operação conjunta com a Polícia Civil e fomos ao local, verificamos a veracidade curcionando para prender os envolvidos.” Pazinatto narrou ainda a sequência dos acontecimentos. “Quando duas equipes em veículos descaracterizados  ao chegaram na entrada da fazenda, tinha três indivíduos com fogos de artifício e facão nas mãos, sendo logo abordados e presos, neste momento, com a  chegada de outros veículos caracterizados, outro grupo soltou fogos de artifício para avisar o restante do bando, todos estavam com bala clava ( touca que cobre toda a cabeça e o pescoço, deixando somente os olhos e, às vezes boca visíveis), viram que estávamos em grande número, desistiram de qualquer ação de agressão contra os policiais”. Pontuou Pazinatto, que classificou a operação como exitosa.

Segundo o delegado da Policia Civil de Alvorada do Oeste, Dr Fred Matos, um dos conduzidos já foi preso 03 vezes e em uma das prisões estava dirigindo uma caminhonete roubada tentando atravessar para a Bolívia. "A Polícia Civil tem envidado esforços no sentido de conter a ação de criminosos infiltrados em movimentos sociais, cujo cometimento gera repercussão na comunidade, que se vê atacada pela sensação de insegurança, principalmente quando os fatos envolvem invasão de terras, criminosos que desfiguram suas ações em atos violentos de truculência, por meio de comandos específicos e não oficializados, merecendo, assim, um tratamento diferenciado das autoridades constituídas, como forma de inibir tais condutas. vamos apurar dentre os vários crimes e fazer a correta qualificação, identificação e individualização da conduta de cada indivíduo desses." Destacou Fred Matos em sua fala à nossa reportagem. 

O Comandante Geral da Polícia Militar esteve in loco e pode verificar a importância da operação bem como prestar solidariedade e parabenizar os policiais pela ação.

Ao todo foram conduzidas 33 pessoas para a UNISP, sendo 23 destes presos em flagrantes por Embrulho Possessório, Associação Criminosa e Corrupção de Menores. 

O Conselho Tutelar foi acionado para o acompanhamento da ação, bem como o Ministério Público e o Plantão Judicial do Fórum.

Foram apreendidos dois automóveis e um caminhão carregado com pertences dos invasores.

TORTURA

O AlvoNotícias ouviu relatos do gerente da fazenda que viveu momentos de terror com sua família. Ele contou que seguia com sua esposa em seu veículo e foi abordado no interior da fazenda, por cerca de 15 homens fortemente armados na travessia de uma ponte. Na mira das armas não reagiu e teve as mãos amarradas para trás e também os pés, tendo ainda os ombros enrolados com uma fica adesiva. Já na sede da fazenda, ele, sua família e outros funcionários ficaram amarrados e o tempo todo eram ameaçados de morte. “Eles bateram muito em minha mão com um martelo”. Disse. “Eles me diziam que estavam sendo bonzinhos comigo e amarravam uma corda em minha mão, enrolava com um pedaço de pau até inchar e ficar roxo, me batiam com um martelo e dizia que isso adormecia minha mão e doia menos.” Relatou.

Os criminosos continuaram com uma longa sequencia de tortura psicológica, colocando uma arma na boca do gerente e engatilhando a arma. Eles ainda teriam apontado arma de fogo para a cabeça da filha de apenas 13 anos.

Em um dado momento, eles teriam dito que só iriam liberar todos quando recebessem uma ordem e que só não mataram o gerente por que não foram autorizados e, que, se procurassem a polícia ou a justiça seriam mortos todos e seus descendentes.

HISTÓRICO

Em novembro de 2016 a mesma fazenda havia sido invadida pelo Movimento Sem Terras – MST, sendo isso de conhecimento dos novos invasores que “agora a conversa era diferente”, por se tratarem do LCP. Na ocasião da primeira invasão, mataram cerca de 100 cabeças de gado, sendo vendida a carne nas linhas próximas, queimaram pastos, pontes e ameaçaram de morte.

Em 2007 houveram duas reintegrações de posse e em 2009 os integrantes do MST acamparam nas margens da fazenda, onde permaneceram até 2016.

Há de se ressaltar que, o entendimento do Supremo é de que, propriedade rural invadida não pode ser desapropriada para reforma agrária, independentemente de ser produtiva ou não. Há de se considerar ainda a plena legitimidade da Medida Provisória 2.183-56, de 24 de agosto de 2001, que prevê que o imóvel invadido não pode ser alvo de vistoria para efeito de desapropriação. O objetivo desse preceito é justamente inibir as invasões.




Fonte: Alvonotícia


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