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12/06/2018 16:24 h

Trabalhadores da Eletrobras encerram paralisação antes de 72 horas e retornam ao trabalho

Trabalhadores da Eletrobras encerram paralisação antes de 72 horas e retornam ao trabalho

Os trabalhadores da Eletrobras Rondônia, que protestavam contra a privatização da companhia e venda das distribuidoras de energia do grupo, desistiram da paralisação de 72 horas. O manifesto tinha sido deflagrado na última segunda-feira (11), mas os trabalhadores retornaram, na manhã desta terça-feira (12), aos postos de trabalho.

Segundo o presidente do Sindicato dos Urbanitários de Rondônia (Sindur), Nailor Gato, o encerramento foi decidido em assembleia geral realizada na tarde de segunda-feira. “Alguns estados mantém a paralisação de 25% do efetivo, mas Rondônia optou pelo retorno de 100% do pessoal”, explicou o sindicalista.

Os manifestantes também queriam a saída do atual presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior.

O sindicalista, que está em Brasília, se uniu a outras lideranças sindicais e, nessa terça-feira, manteve conversa com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (Democratas) para tratar da privatização da Eletrobras.

“Hoje (terça-feira) e amanhã (quarta-feira) nos reuniremos com alguns parlamentares para tratar de assuntos relacionados sobre privatização da Eletrobras e ao aumento de energia”, explicou.

Sobre o processo de privatização, a assessoria da Eletrobras divulgou nota explicando o que aconteceu e quais os procedimentos que serão adotados pela estatal.

Confira a nota abaixo na íntegra:

Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (“Companhia” ou “Eletrobras”) comunicou, em 05 de junho de 2018, por meio de Fato Relevante, a concessão, pelo MM Juízo da 49a Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, de tutela de urgência, proferida no processo: 0100071-78.2018.5.01.0049, determinando que a Companhia e as demais Rés (Amazonas Distribuidora de Energia S.A. – AMAZONAS ENERGIA, Centrais Elétricas de Rondônia - CERON, Companhia de Eletricidade do Acre – ELETROACRE, Companhia Energética de Alagoas – CEAL e Companhia Energética do Piauí – CEPISA), “se abstenham de dar prosseguimento ao processo de desestatização, afim de que apresentem, individualmente ou de forma coletiva, no prazo de até 90 (noventa) dias, estudo sobre o impacto da privatização nos contratos de trabalho em curso”.

Em complemento, a Companhia informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que a referida decisão foi alvo de Mandado de Segurança impetrado pela Eletrobras e o pedido liminar apresentado foi rejeitado pela Desembargadora Relatora.

Por outro lado, a União apresentou pedido de suspensão de segurança (processo: 0002121-22.2018.5.01.0000) com o objetivo de sustar a antecipação da tutela anteriormente concedida e, na presente data, o Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 1a Região acatou o pedido para suspender a liminar que impedia o prosseguimento do processo de desestatização das Distribuidoras.

A Eletrobras retomará, assim, os procedimentos relativos à desestatização das referidas Distribuidoras.

Rio de Janeiro, 11 de junho de 2018.

Armando Casado de Araujo - Diretor Financeiro e de Relações com Investidores


Fonte: G1 - RO


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