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Notícia

Internacional

14/04/2018 07:49 h

EUA, Reino Unido e França lançam ataques aéreos contra a Síria

EUA, Reino Unido e França lançam ataques aéreos contra a Síria

Forças dos Estados Unidos, França e Reino Unido realizaram ataques aéreos contra a Síria no início do sábado (horário local), em resposta a um ataque com gás venenoso que matou dezenas de pessoas na semana passada, na maior intervenção de potências ocidentais contra o presidente sírio, Bashar al-Assad.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a ação militar da Casa Branca na sexta-feira. Enquanto ele falava, explosões atingiam Damasco. A premiê britânica, Theresa May, e o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciaram que França e Reino Unido se juntaram ao ataque.

Trump disse estar preparado para manter a resposta até o governo de Assad parar com a utilização de armas químicas.

Os ataques representam a maior intervenção de potências ocidentais contra Assad na guerra civil síria, de sete anos, e colocam os EUA e seus aliados contra a Rússia, que interveio na guerra para apoiar Assad em 2015.

“Pouco tempo atrás, eu ordenei às Forças Armadas dos Estados Unidos que lançassem ataques precisos em alvos associados ao poderio de armas químicas do ditador sírio Bashar al-Assad”, disse Trump em pronunciamento televisionado da Casa Branca.

Falando de Assad e de seu suposto papel no ataque com armas químicas na semana passada, Trump disse: “Essas não são as ações de um homem. São crimes de um monstro”.

Uma autoridade dos EUA disse à Reuters que os ataques tinham alvos múltiplos e envolviam mísseis de cruzeiro Tomahawk.

Ao menos seis fortes explosões foram ouvidas em Damasco nas primeiras horas de sábado e fumaça foi vista sobre a capital síria, disse uma testemunha da Reuters. Uma segunda testemunha disse que o distrito de Barzah foi atingido pelos ataques. Barzah abriga um grande centro de pesquisa científico sírio.

Em um briefing no Pentágono, o chefe do Estado-Maior, general Joseph Dunford, disse que entre os alvos estão um centro de pesquisas sírio e uma unidade de armazenamento de armas químicas.

Uma segunda autoridade norte-americana disse que os alvos estão sendo cuidadosamente selecionados com o objetivo de prejudicar a capacidade de Assad de conduzir novos ataques a gás, além de evitar o risco de agente venenoso se espalhar para outras áreas civis.

A proposta de nossa ação nesta noite é impedir fortemente a produção, disseminação e uso de armas químicas”, disse Trump.

O presidente dos EUA, que tentou criar boas relações com o presidente russo, Vladimir Putin, expressou palavras críticas tanto à Rússia quanto ao Irã, que têm apoiado o governo de Assad.

“Ao Irã e à Rússia, eu pergunto, que tipo de países querem estar associados ao assassinato em massa de homens, mulheres e crianças inocentes?”, disse Trump.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, disse que autorizou as Forças Armadas britânicas a “realizar ataques coordenados e direcionados para degradar a capacidade de armas químicas do regime sírio”. Ela descreveu como um “ataque limitado e direcionado” visando reduzir a ocorrência de vítimas civis.

A ação militar não é sobre intervir na guerra civil da Síria ou mudar seu governo, disse ela.

Não ficou claro de imediato a extensão dos ataques. Autoridades norte-americanas haviam dito anteriormente que Trump havia pressionado por um ataque mais agressivo do que seus chefes militares haviam recomendado.

O secretário de Defesa dos EUA, Jim Matt, e outros líderes militares alertaram que quanto maior o ataque, maior o risco de um confronto com a Rússia, disseram dois funcionários dos EUA.

Trump deixou claro em seu discurso televisivo de oito minutos que é cauteloso quanto a um envolvimento mais profundo na Síria, onde cerca de 2.000 soldados dos EUA foram mobilizados para combater o Estado Islâmico.

“A América não procura uma presença indefinida na Síria”, disse ele.

Os ataques aéreos, no entanto, correm o risco de arrastar os Estados Unidos ainda mais para a guerra civil da Síria, particularmente se a Rússia, o Irã e o Assad optarem por retaliar.



Fonte: reuters


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