
Foto: Carlos Silva-imagepress-AE
O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida,
acusado de ser mandante do assassinato da missionária americana Dorothy Stang
em 2005, se entregou na delegacia de Altamira, no Pará, por volta das 6h deste
sábado.
Condenado a 30 anos de prisão pelo crime, Bida
estava em liberdade por força de um habeas corpus, que foi revogado pela 5ª
Turma do Superior Tribunal de Justiça (SJT) na quinta-feira, quase cinco anos
após o assassinato da religiosa.
O fazendeiro foi levado para o Presídio Regional de
Altamira, onde fica à disposição da Justiça. Os advogados do acusado ainda
podem recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal).
O crime
Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros em 12
de fevereiro de 2005, no município de Anapu, a 300 quilômetros da capital
paraense.
A missionária participava da Comissão Pastoral da Terra e trabalhava em
constante diálogo com lideranças camponesas, políticas e religiosas, na busca
de soluções para conflitos relacionados
à posse e à exploração da terra na região.
Antes de ser assassinada, a missionária denunciou
ameaças de morte que recebia por causa de seu trabalho contra a violência no
campo e a grilagem de terra.
Jornal Correio do Vale
Fonte: brasil@eband.com.br
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